Salvador, 14 de Dezembro de 2017

Colegio N S da Graça (Histórico)

Fonte: Octaviano Gonçalves Oliveira

Autor Professor Manoel Pedro da Silva Filho

  

COLÉGIO NOSSA SENHORA DA GRAÇA

 O seu projeto de criação, sua fundação e seu o funcionamento

Homenagem ao seu Cinquentenário

 

 

Nesta casa de afeto e carinho, aprendemos amar a instrução...”

  

  Morro do Chapéu, fevereiro de 2011.

 

HINO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DA GRAÇA

Letra: Profª. Judith Arlego

Música: José Ferreira da Silva

 

                              Nesta casa de afeto e carinho

                              Aprendemos amar a instrução

                              Quem se educa, prepara o futuro

                              Do progresso, do bem e da razão

 

                                             Sob olhar da Senhora da Graça

                                             Preparemos o nosso futuro

                                             Implorando que ela nos faça

                                             Caprichosos, tementes e puros

 

                              O amanhã nos acena sorrindo

                              Oh! Cumpramos o nosso dever

                              Libertemos das trevas o hino

                              Para a vida sabermos viver

 

                                             Somos jovens, audazes e jocundos

                                            Haveremos de honrar nossa raça

                                            Cultivando o amor mais profundo

                                            Ao Colégio Senhora da Graça!

 

SUMÁRIO

 

O idealismo e a luta de Padre Juca e outros

O tropeço do primeiro projeto

Movimento de criação do Centro Educacional Morrense

Criação do Ginásio Nossa Senhora da Graça, Exame de Admissão e sua primeira turma ginasial

Primeira Diretoria e Professores Fundadores

Fundação do Grêmio Estudantil

Primeira turma de Licenciatura (4 ª Série Ginasial)

Primeira Turma de Professores

(relacionar os demais tópicos)


 

O idealismo e a luta de Padre Juca e outros. Em março de 1947, chegava a Morro do Chapéu, o então Cônego José Soares França, o Padre Juca, como era conhecido por todos de Morro do Chapéu e de toda a região. Ele, um homem interessado não somente de vocação religiosa, mas também pela educação, veio da cidade de Senhor do Bonfim,  nomeado que foi com vigário desta pároco pelo Revmº. Dom Henrique Golland Trindade, bispo daquela diocese, à qual a paróquia de Morro do Chapéu pertencia. Naquela cidade, sua terra natal, Padre Juca foi um dos fundadores do Colégio Sagrado Coração de Jesus, pertencente à congregação Irmãos Maristas, uma entidade de ensino muito conceituada na qual, estudaram muitos alunos de diversos municípios baianos, inclusive de Morro do Chapéu e outros desta região. O seu interesse e a sua paixão pela educação o levaram a ser nomeado delegado escolar daquela cidade.

Chegando a Morro do Chapéu, Padre Juca ficou angustiado com a situação dos jovens concluírem o primário e não terem como prosseguir nos estudos, devido à falta de um curso  ginasial nesta cidade e em nenhuma outra da redondeza, ainda mais por a maioria das famílias não dispor de recursos para mandar os filhos estudarem em Senhor do Bonfim ou mesmo Jacobina, muito menos, na capital do Estado. Constatando tal situação nas suas viagens como religioso por mais de uma década, alimentou  ele um projeto nesse sentido e empenhou-se em criar um colégio em Morro do Chapéu. Mas, como e o que fazer? Foi quando em 1957 teve a iniciativa de apelar para seu amigo Edivaldo Valois Coutinho, Deputado Estadual, genro do líder político João Gomes da Rocha e votado na região, prometeu empenhar-se por esta causa junto ao Governo do Estado, fazendo um pedido para ser criado um ginásio deste município. Cumprindo a sua promessa, o saudoso Deputado apelou para o Governo Estadual que prometeu incluir Morro do Chapéu entre os municípios a serem contemplados com o projeto a ser enviado à Assembleia para a criação de colégio em alguns municípios baianos. O Projeto de Lei nº 672/57 foi enviando ao Legislativo Baiano sem constar o nome de Morro do Chapéu, contudo, o Deputado Edivaldo Valois em tempo, apresentou uma emenda com o seguinte encaminhamento: “Acrescente-se ao artigo 1º das sessões em 27/5/57Edivaldo Valois Coutinho – Deputado.

Diante desses fatos, o Padre Juca anunciara na Igreja que o ginásio iria funcionar, mas para surpresa e desengano seu e de todas as pessoas, a Assembleia Legislativa, alegando falta de recursos, excluiu definitivamente Morro do Chapéu do projeto. E frustrado, mas sem abandonar o seu intento, Padre Juca, juntamente com Dr. Renato Passos, fez um apelo em tom de desabafo através do Correio do Sertão nos seguintes termos:

A Assembleia Estadual criou por lei, vinte e um ginásios, entre eles o de Morro do Chapéu, entretanto, o Estado não pode instalá-lo por falta e recursos. Julgamos, porém, a criação do ginásio desta cidade um problema inadiável, porquanto nossa mocidade está a reclamar os direitos que a tantos outros são assegurados.

A exemplo, pois de outros municípios há um caminho a se tornar a este conduzirá à grande realização. A tarefa não é invencível nem somos um povo incapaz de algum sacrifício pelo bem social da humanidade.

Assim, é que conclamamos tos as forças vivas de Morro do Chapéu – sem distinção política – a cidade e do interior, da sede e dos distritos, inclusive de Canarana e dos distritos que forma o futuro município, a que organizemos um movimento e, em 1961, o ginásio de Morro do Chapéu funcionará.

O movimento consiste na organização de economia particular composta de pelo menos, duzentos associados, cota e Cr$ 2.000,00  cada um, perfazendo um capital de Cr$ 400.000,00 indispensáveis à instalação o ginásio.

Para seu funcionamento, ao Exmº. Sr Governador do Estado a nomeação de três ou quatro professores, e do poder municipal uma substancial ajuda financeira, esperando-se ainda um certo número de professores voluntários ou não remunerados.  Para tanto, se torna necessária uma reunião de todos de boa vontade, cônscios da marcha do progresso desta zona, e de já, discutindo-se o plano de sugestões que forem apresentadas

Em outro número publicou o Correio do Sertão

“CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO – A Entidade Mantenedora do Ginásio – O Centro Educacional Morrense que irá manter o Ginásio Nossa Senhora da Graça

A EXTRAORDINÁRIA REUNIÃO DE FUNDAÇÃO DO “CENTRO”

Conforme convocação anteriormente feita através deste jornal, foi levado a efeito na noite de 1º de maio corrente, no salão da Câmara de Vereadores desta cidade, a reunião na qual numa iniciativa das mais louváveis, foi fundado o “Centro Educacional Morrense”, organização esta que manterá o “Ginásio N. S. da Graça”

Assim, foram os trabalhos iniciados 21 horas, comparecendo à mesma, grande número de pessoas representativas das mais diversas classes do nosso município, inclusive, notando-se de modo geral o mais vivo interesse pelo que propunha naquele momento, ou seja, a instalação de um Ginásio em Morro do Chapéu. Inicialmente, coube ao Cônego José Soares França dar início à sessão, para a qual convidou o Sr. Prefeito Municipal e o Sr. Moacir Gondim Ávila, grande amigo de Morro do Chapéu, a comporem a mesa dos trabalhos, cabendo a este último, como conhecedor e incentivador da criação do ginásio, fazer a explanação geral do assunto, no que foi muito feliz, propondo em seguida a fundação do Centro “Educacional Morrense”, com o mesmo método que ele fez para criação do ginásio de Ituassu”.

Como não poderia de ser, foi a ideia apoiada pela unanimidade dos presentes e igualmente aclamada a primeira diretoria que ficou assim constituída: Presidente: Sr Lourival Guimarães Cunegundes; Vice-Presidente: Cônego José Soares França; 1º e 2 º Secretários: Sr. Manoel Carvalho Abreu e Natalino Dias de Brito; 1º e 2º Tesoureiros: Srs. Odilon Gomes da Rocha e Adalberto Pereira; Oradora: Profª Judith Arlego.

Na mesma oportunidade, foi aclamada  a diretoria do futuro ginásio que denominar-se-á  “ Ginásio N. S. da Graça”, em homenagem à padroeira de Morro do Chapéu, fiando a mesma assim constituída: Diretor: Cônego José Soares França; Vice Diretor: Dr José Mário de Lima; e, Secretária: Profª Ivone Abreu.

No decorrer da reunião usaram da palavra vários oradores, todos eles expressando o seu otimismo quanto ao resultado do movimento e a satisfação pela maneira como todos ali se imanavam por um ideal tão nobre.

Num grande gesto de boa vontade, o Sr. Prefeito deste município. Prontificou e a ceder e entregar o prédio que deverá funcionar o ginásio, por cuja extraordinária ajuda, sua senhoria se torna, desde já, digno dos nossos melhores encômios.

Os Srs. José Hermenegildo de Oliveira, de Várzea Nova, e, Natalino Dias de Brito, desta cidade, foram os primeiros que se inscreveram associados do “CEM”

Assim, foi criado em regime particular, o Ginásio Nossa senhora da Graça,  mantido pela entidade filantrópica Centro Educacional Morrense, que começou a funcionar em fevereiro de 1961, completando assim, em 2011 o seu cinquentenário de uma rica história como uma entidade de  ensino que proporcionou oportunidade para muitos jovens, não só deste município, mas de alguns outros da região como Utinga, Cafarnaum, Canarana, Barra do Mendes, Ibititá, Ibipeba, Várzea Nova e dos distritos de América Dourada, Gameleira dos Crentes e de Lapão do município de Irecê. Vale ser dito que o jornal Correio do Sertão, desde 1957, fez uma campanha cerrada falando da necessidade da criação do curso ginasial nesta cidade e em prol da fundação do ginásio de Morro do Chapéu.

Fundado o ginásio e diante da importante deliberação da então gestão municipal, suas instalações foram no antigo prédio da Escola Coronel Dias Coelho, imponente prédio edificado na gestão do intendente municipal Nicolau Grassi (confirmar), que com as fortes chuvas do ano de 1960 teve sua estrutura abalada e as classes do curso primário já estavam espalhadas por prédios públicos com a Igreja, a Minerva e salas no fundo da Prefeitura. A interdição do prédio escolar, composto de quatro salas edificadas numa posição de destaque e acima do solo e a advento da criação do ginásio, levou o então prefeito Lourival Cunegundes a pleitear e conseguir junto ao Governador Juracy Magalhães a construção de um novo prédio escolar para abrigar o Grupo Escolar Dias Coelho, localizado naquela época no antigo Campo de Futebol, hoje na Rua Antônio Carlos Magalhães, liberando assim, o antigo e imponente prédio para funcionar o Ginásio Nossa Senhora da Graça.

Primeiro Exame de Admissão e a primeira turma ginasial. Com as instalações e pronto para funcionar, foi promovido o primeiro exame de admissão, tendo acontecido a primeira aula para a 1ª sério (atual 5ª série) com uma turma de 27 alunos, no dia 11 de fevereiro de 1961, ano em que também funcionou o Curso de Admissão, para aquela que se tornou a sua segunda turma ginasial.  Ou seja, o ginásio começou a funcionar com duas turmas de alunos, uma da 1ª série e a outra do Curso de Exame de Admissão. No primeiro Exame de Admissão, destacou-se o aluno Laércio Novais Ribeiro, que passou em primeiro lugar e foi o primeiro aluno a matricular-se na instituição, ele que veria a concluir o ginásio, formar-se e tornar-se funcionário e professor dessa importante entidade de ensino. Atualmente,  esse destacado ex-aluno é aposentado do BANEB e empresário e sócio proprietário da Pausada das Bromélias desta cidade.

Professores fundadores do ginásio.  Os primeiros e fundadores professores do ginásio, muitos dos quais liberais, funcionários públicos e professores do Estado, e, alguns deles atuando  gratuitamente, formou o seguinte corpo docente: Dr Edgar Pitangueiras, Promotor de Justiça – professor de Português; Sr Odilon Gomes da Rocha, dissidentes do Curso de Engenharia e Titular  do Cartório de Imóveis (ver quando assumiu o cartório), de Matemática e Desenho; Profª Elizabeth Vasconcelos Gama, de Geografia do Brasil;   Profª José Maria Gomes Martins, de História do Brasil; Cônego José Soares França, Padre Juca, de Latim; Profª Judith Arlego, de Canto Orfeônico;  Profª Ivone Cruz Abreu, de Trabalhos Manuais;  Josael Lima (Jota), de Educação Física, e, Bel. Benito, de Francês, que dois meses depois, foi substituído pelo Professor Manuel Pedro da Silva Filho, que mais adiante lecionou Inglês, atuou como Professor de Educação Física e exerce o cargo de Secretário até a presente data.

As primeiras turmas de ginásio. A 1ª série foi composta dos seguintes alunos: Agenor Alberto Reis Valois, Antônio Pinheiro Dias, Antônio Vasconcelos, Arnaldo Souza Oliveira, Cleuma Araujo de Souza, Divan Carlos de Souza, Elvani Maria Arlego Farias, Francisco Hanilton Souza Neto, Getúlio Pinheiro da Silva, Jeane Benedita Oliveira Souza, Joelito Modesto dos Reis, Jomarito Bagano Guimarães, Laércio Novais Ribeiro, Lívia Regina Costa Lopes, Maria de Lourdes Silva Pereira, Maria de Lourdes Sodré, Maria Senna Marques, Nailda Souza Oliveira, Norma Alves de Souza, Railda Araujo Gabriel, Reinaldo Ferreira de Brito, Rui Alves de Souza e Telma Lúcia Costa Ribeiro (completar consultando caderneta no colégio). E a primeira turma de Curso de Exame de Admissão, também fundadora do ginásio, entre outros alunos são lembrados: Vana Guiomar de Souza, Édila Costa Ribeiro,  Aldaiza Oliveira da Silva, Jailde Januário, Matilde Gomes Dourado, Eunice (filha de Manoel Egídio da Catuaba), Valdélio Gonçalves de Oliveira, Nilton Garcia de Matos, Cleusio Araujo Souza, Elizaldo Januário Gomes, Ulisses Valois Pereira (Tota), Paulo Gabriel de Oliveira, Maria do Rosário Valois Coutinho, Maria Helena, Jacira Munduruca (fizeram admissão no ginásio?) Marilene Reis Valois, Waldir Valois Costa, entre outros (melhor consultar lista e relacionar todos em ordem alfabética)

Fundação da Associação da Associação de Pais e Mestres e do Grêmio Estudantil.  No dia 15 de outubro de 1961 foi fundada a Associação de Pais e Mestre, tem sido eleito seu primeiro presidente o benquisto farmacêutico Tolentino Oliver Guimarães. O grêmio estudantil, que foi denominado Grêmio Monsenhor Aquino Barbosa, teve como 1º Presidente, o brilhante aluno Antônio Pinheiro Dias, de saudosa memória, entidade essa, que criou o time do Ginásio,  formou uma equipe de basquetebol e teve depois grande influência na formação política nos alunos da década de 60, tendo inclusive, promovido uma passeata pedido energia com gritos de ordem “queremos luz, queremos luz”, depois da cidade ficar às escuras durante nove meses.

Primeira turma de Licenciatura. Nos idos passados, concluir o curso ginasial era alcançar um importante degrau, vez que naquela época só podia fazer concursos públicos quem tivesse o curso de ginasial.  Em 1964, deu-se a licenciatura da primeira turma que, cujo grupo era formado de vinte jovens, a maioria daqueles que compuseram a primeira turma fundadora do ginásio. Sobre esse inédito acontecimento para Morro do Chapéu, assim se reportou o Correio do Sertão:

“Sob a assistência de exmas. famílias, autoridades e pessoas de destaque da nossa sociedade, realizaram nesta cidade às 20 horas do dia 6  do corrente mês, as solenidades de licenciatura da primeira turma fundadora de ginásio...

As solenidades tiveram lugar no Teatro “Odilon Costa”, havendo brilhante Te-Deum em ação de graças, celebrado pelo Revmº. Cônego José Soares França, e cantado por bem ensaiado conjunto, sob a regência da Profª. Judith Arlego, com o seminarista Moisés Rodrigues Pereira ao harmonium, Tota no Trombone e Paulo no clarinete.

Após o Te-deum, houve uma sessão cívica presidida pela Profª Judith Arlego, Vice-Diretora do Ginásio, que estava ladeada pelos demais professores e destacadas pessoas, a cerimônia de entrega de certificados ou diplomas aos alunos concluintes do curso, comparecendo os mesmo ao lado dos padrinhos e madrinhas, à proporção que eram chamados pelo Secretário do Ginásio, Prof. Manoel Pedro da Silva

A sessão teve início com o “Hino Acadêmico”, entoado pelos licenciados, em nome dos alunos discursou como orador, o jovem Getúlio Pinheiro da Silva.

Como paraninfo da  turma concluinte, discursou o Revmº Cônego José Soares França, muito digno diretor e professor do ginásio, lendo uma bela oração alusiva ao ato e a vida do nosso ginásio, referindo-se inclusive, ao centenário de nascimento do Cel. Dias Coelho, cujo nome é sempre lembrado com carinho como o maior filho, abnego benemérito que já teve a nossa terra.

Finalmente discursou a Srtª Cleuma Araujo Souza, saudando e agradecendo em nome da turma concluinte, ao ilustre paraninfo, Revmº. Cônego José Soares França, enaltecendo, com justiça, os relevantes serviços prestados pelo mesmo Ginásio.

A sessão terminou aos sons do Hino Nacional, cantado por todos os presentes, sendo então, familiarmente felicitados todos os concluintes, numa festa toda de cordialidade de alegria eu seus estimados lares.

O Correio do Sertão renova aqui os seus parabéns mui sinceros a todos os jovens diplomados, aos seus prezados progenitores, parabenizando também ao digno e esforçado corpo docente, desejando ao nosso Ginásio maiores vitórias e crescente progresso”    (bom citar a edição e a data do exemplar do jornal que noticiou o evento)

 

Criação do Curso Pedagógico.  O Correio do Sertão, de 28 de fevereiro de 1965, publicou o ato do Governador do Estado autorizando o Curso Pedagógico:

Decreto nº 19412-G de 19 de janeiro de 1965

O Governo do Estado da Bahia, no uso das suas atribuições, tendo em vista o que consta do processo nº 24.235/64.

Resolve:

Artigo 1º  - Fica autorizado nos termos da artigo 24 do Decreto nº 11.762 de 21 de novembro de 1940, combinado com o que determina o artigo 4º da Lei 737 de 22 de setembro de1955, o funcionamento a partir e março de 1965, do Curso Pedagógico anexo ao Ginásio Nossa Senhora da Graça, da Cie de Morro do Chapéu, sob  regime de fiscalização preliminar.

Artigo 2º  - Revogam-se as disposições em contrário.

Palácio de Governo do Estado da Bahia, em 19 de janeiro de 1965

(Ass.) – Antônio Lomanto Júnior – Paulo Américo de Oliveira

O Correio do Sertão publica com singular satisfação o Decreto acima, parabenizando o Ginásio, o povo de Morro do Chapéu e toa essa região por esse auspicioso acontecimento. No próximo dia 4 de março reinicia mais um ano letivo com mais esta tarefa educacional

                Criação de outros cursos. Além do curso de magistério, foram criados a partir da década de 70, cursos profissionalizantes, a saber: Curso Técnico de Contabilidade, criado pela resolução nº 320/76; Curso Técnico em Administração, resolução 371/77;  Curso Técnico em Agricultura, resolução 922/81, sendo que foi no ano de 1981 que o colégio alcançou o seu maior número de alunos, num total de 911, distribuídos nos três turnos: matutino, vespertino e noturno; Curso Científico (Colegial), resolução 1.296/84, quando a entidade foi reconhecida como colégio, sendo devidamente regulamento o funcionamento de todos os cursos do 2º grau.  Ao longo da sua existência  o colégio turmas de Técnico em Contabilidade; de Técnico em Administração; e de Técnico Agrícola.

               Colégio Nossa Senhora da Graça, uma referência da região. A fundação do Ginásio Nossa Senhora da Graça foi um grande marco para o município de Morro do Chapéu, ou seja, a cidade que outrora era pacata teve um novo impulso com a vinda de grande quantidade de alunos de outros municípios, impulsionando assim, a economia local com a presença de alunos e famílias de outras localidades, fazendo crescer consideravelmente o comércio com a criação de pensionatos, sendo que mais importante deles, o de Julinda Dourado que abrigou estudantes de Ibititá e de outras cidades, tanto assim, a ida dela aos bailes era imprescindível para levar as jovens que com elas se hospedavam.  Além disso, tornou crescente a demanda por casas para aluguel, aumentou o trabalho das costureiras e tornou a vida social mais animada naquela efervescente década de radical mudança de comportamentos. A movimentação da cidade ficava tão intensa na época das aulas que no período das férias era notado o vazio da cidade que ficava com suas praças vazias e casas comerciais sentiam o abalo da saída dos estudantes da cidade

 

Minhas sugestões:

1)      Colocar o hino do colégio na contracapa inicial e os outros dois em duas colunas com letras em fonte menor na final

2)      Não deixar de fazer referência à primeira turma de exame de admissão, inclusive relacionando os alunos, que também foram fundadores do ginásio;

3)      Falar da primeira turma de professores formados e fazer referência àqueles que primeiro se tornaram professores do ginásio

4)      Escrever sobre as diretorias: Padre Juca e seus Vices, e os depois dele, bem como fazer referência às zeladoras desde Anédia que também foram pessoas importantes para a entidade e de pessoas de fora que atuaram como professores (Dr Luiz Carlos Matos, Paulo Henrique, Crescêncio, bons professores de matemática e tantos outros de outras disciplinas)

5)      Estamos discutindo sobre o que incluir na revista e muita coisa aqui descrita vai ser de grande importância para a elaboração

6)      Não sei se seria bom e importante falar o que contribuiu para o declínio do colégio (queda da economia, município pobre, extinção das bolsas de estudos, fundação de dois colégios estaduais, bem como, dizer da cessão de espaços para a UNOPAR

7)      Falar sobre as etapas de construção de salas, do campo de futebol e outras melhorias.

8)      Sugiro ainda, recordar-se de algumas passagens interessantes e incluir no livro. Tais como passeio a Cafarnaum no caminhão da prefeitura, idas à Ilha de Friandes, caravanas de futebol, trotes em calouros, excursões de turmas concluintes, visitas ilustres e por ai vai (o lúdico também faz parte da história do colégio)

9)      Fazer referência às fardas, desde a primeira que foi caqui

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


HINO AOS TRINTA ANOS DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DA GRAÇA

Letra: Marcelo Valois Coutinho Costa

Música: Jomarito Bagano Guimarães

 

Bendito, sejas tu educandário

Que aos incertos nautas foste guia

E o debulhar das contas do teu rosário

Foste vésper iluminando as serranias

                              Refrão

As gerações que por ti foram moldadas

Em três décadas de luta sem igual

Curvam-se ate tuas “bodas peroladas”

E te proclamam nesta marcha triunfal

 

Sublime estância, templo sagrado

Fluindo raios de luz pungente

Emanando rebentos transformados

Em frutos raros de invulgar semente

 

Achaste Graça no teu nome santo

Pela Nossa Senhora, és abençoado

Trilhando à sombra do seu vestal manto

Chegaste ao porto.  Foste laureado

 

 

HINO AO CENTENÁRIO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DA GRAÇA

              Letra Prof. Manoel Pedro da Silva Filho

     Música: Thiago Valois Gonçalves

 

Meio século de luta e de fé

A cidade recorda ardor

Toda cheia de imenso futuro          

Com alegria, repleta de amor

 

Um feliz jubileu festejamos

Das alturas, do frio e da paz

A juventude desperta na vida

A felicidade hoje nos traz

 

Na chapada surgiste feliz

Contemplando o jubileu primeiro

A guiar com galhardia tanta

O alunado orgulhoso e ordeiro

 

Salve, salve querido colégio

Que bem soube honrar  sua raça

Tendo com padroeira excelsa

A Virgem Mãe da Divina Graça


 

Comentários enviados

PAULO HENRIQUE PEREIRA DE SOUZA
PAULO HENRIQUE PEREIRA DE SOUZA em 16/05/2015 às 05:04:30 disse:

Seria muito importante divulgação de todas as turmas das 5ª série, com o nome de cada aluno. Há ainda as fichas de matrícula com fotos de cada um? Desejaria muito ver a fota da minha esposa Rita de Cássia Oliveira, certamente entrou no colégio em 1980.

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